sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O pensamento reflexivo (O Pensar Bem)


Compreender o processo do pensamento e suas características nos ajuda a desenvolvê-lo de uma maneira mais produtiva e eficaz em nossas vidas. O “Pensar” é o processo de articulação de idéias ou informações para a produção de explicações, entendimento e significação, além de que pensar é um recurso humano para a resolução de problemas. Essas situações problemas ocorrem no dia-a-dia e despertam em nós (comumente) o espanto e a angústia.
No mundo hodierno, há uma carência no que diz respeito ao exercício de cognição, ou seja, nem sempre as pessoas têm o formato de um pensamento mais “rigoroso”, o que poderíamos chamar de um “pensar bem”. A não prática de um “pensar bem” pode ocasionar situações e condições de vida problemáticas e inclinações a situações de erro, pois uma estrutura mal elaborada e mal organizada pode corromper as práticas corriqueiras da vida.
O “pensar bem” pode ser expresso como o pensamento de caráter autônomo, ou seja, o pensamento próprio, mesmo que este seja a partir de outras idéias.
A autonomia muitas vezes é associada com um tipo de individualismo acentuado: o sujeito pensador crítico é freqüentemente visto como um “macho” cognitivo auto-suficiente, protegido por seus argumentos poderosos; mas o fato é que o paradigma reflexivo é totalmente social, a autonomia em si possui um semblante coletivo. É claro que esse movimento não está vinculado apenas à coletividade, pois o pensamento reflexivo como suporte para a autonomia, pode ser construído individualmente.
O exercício reflexivo do pensamento, nada mais é que, “o dobrar do pensamento sobre si próprio”: é o pensar sobre o próprio pensamento. Esse movimento também acompanha um caráter crítico que visa colocar em crise nossos “achados”, na tentativa de rever idéias para uma nova reestruturação dessas mesmas idéias.
Outra característica do pensamento reflexivo é a criatividade. Caracteriza-se pela busca de alternativas, tanto às respostas já disponíveis que venha a conhecer por informações, quanto às respostas produzidas por nós mesmos; é o pensamento “inventivo”.
Pensar de modo crítico e inventivo necessita de uma prática de auto-correção que preze uma atenção aos erros no pensamento sobre si próprio e de outros agentes participantes de um mesmo discurso, é preciso que haja o esclarecimento de expressões vagas, a identificação de inconsistência na fala, observação de equívocos discursivos, etc; tais características são fundamentais para garantir a credibilidade de um “pensar bem”.
A disposição e o cuidado com a forma de se pensar é o que garante a credibilidade da relação entre sujeito e mundo. O pensamento que apresenta maior rigor em sua formatação sem dúvida favorecerá na articulação da realidade, o que nos possibilitará trabalhar melhor com as crises que nos são apresentadas, e assim poder manipular melhor a realidade.

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